Olhos aguados, a voz embargada e o desejo profundo de que seu filho não sinta tanto a sua falta a ponto de sofrer.
[Eu, eu em silêncio, eu com o coração apertado]
respeitar
res.pei.tar
(lat respectare) vtd 1 Testemunhar respeito a; tratar com respeito: Seus filhos o respeitam. vtd 2 Ter em consideração; acatar: Respeitar o direito e a justiça. vtd 3 Tratar segundo os preceitos da moral ou da urbanidade: Respeitar a família, os vizinhos, os passageiros de um transporte coletivo. vtd 4 Cumprir, observar, seguir: Respeitar a fé jurada, respeitar a religião. vtd 5 Honrar, reverenciar: Respeitam-lhe a memória. vpr 6 Fazer-se respeitado; impor-se ao respeito dos outros: Ele sabe respeitar-se. vti 7 Dizer respeito; pertencer, tocar: Estas circunstâncias respeitam à moralidade e à virtude. vtd 8 Não causar dano a; poupar: O tempo nada respeita. vtd 9 Recear temer: Todos respeitavam o touro vigoroso. vtd 10 Admitir, aturar, suportar: Respeitar o infortúnio.

A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa.
- Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!"
(O Pequeno Príncipe - Antoine Sant Exupéry)
Abro o texto com uma frase do Pequeno Príncipe, foi um dos primeiros livros que minha mãe me deu, talvez porque na época não gostasse muito de ler e o livro é pequeno. Pequeno no tamanho, precisamos deixar isso bem claro. Essa frase citada acima fala sobre amigos, sobre a correria do dia a dia e a falta de disponibilidade para se fazer amigos. Fala também sobre como só conhecemos bem aqueles que cativamos e, em seguida, em outra parte do livro, sobre como somos responsáveis por quem cativamos.
Foi mais ou menos nessa época que a conheci. Lembro dos primeiros dias que conversamos, dias agitados, sem muito tempo para uma apresentação menos formal e mais amigável. Dizem que a primeira impressão é a que fica, mas acontece que não me lembro da primeira impressão e nem das primeiras. É que quando me dei conta éramos amigas, íamos almoçar juntas quando dava, quando não dava trocávamos conversa entre o meu horário de almoço e o dela.
Os dias passaram, lembro do desespero de vê-la chorar quando perdeu o seu avô e a vontade de colocá-la no meu colo. Acho que foram acontecimentos como esse que nos aproximaram. Assim como outros tantos, como quando eu era a que precisava de cuidados. Assim seguimos, nos dias animados éramos conversas fora e sorrisos; nos outros dias, nos ajudávamos.
Como disse um senhor na fila do Café Nero (o melhor de Londres, vale a pena experimentar!) o tempo passa rápido e já faz um tempo que construímos essa amizade. Ainda bem que os caminhos se cruzaram, já te agradeci por ser minha amiga?
Fica aqui um agradecimento público então: obrigada!



Não lembro quando foi a primeira vez que comecei a me interessar por perfumes. Meu pai sempre me disse que eu era uma menininha tão cheirosa que não precisava de desodorantes, quanto mais de perfumes. Não tenho dúvidas que para ele sempre fui esta menina. Sorte eu tive de ter uma mãe que me ensinou a usar desodorantes, como uma pessoa normal. Pensar que eu poderia ser uma mulher com a crença de que não precisava de desodorantes é angustiante, além do que, colocaria todas as pessoas desse mundo longe de mim. Ninguém suporta mau cheiro.
Meu primeiro perfume foi o "Ops Azul" da Boticário, lembro de ter comprado com o dinheiro de umas aulas de matemática que dei. Usei durante anos, até que saiu de linha. Depois deste tive mais dois ou três. E hoje uso dois, um da Carolina Herrera e outro da Boss.
Também nunca fui de notar perfume de homens, que não fosse do meu pai e dos meus irmãos. Apesar de ser muito racional e querer explicação para tudo, eu sei, perfumes e o que eles despertam é completamente irracional. Mas um perfume tem me causado arrepios: Polo Azul.
A única coisa que eu desejo é que esta sensação não se perca juntamente com tantas outras que naturalmente se vão com o passar dos anos.
Porque eu sou assim, pela metade. Se faço alguma coisa é pela metade, embora que o inteiro tenha um forte atrativo sobre mim.
Sou assim, pela metade na altura, pela metade nas atitvidades que me proponho a fazer, pela metade nos sentimentos. Pela metade. Poderiam me chamar de "metade" ao invés de Lhaís, seria mais adequado. Lhaís é um nome complicado que ninguém entende, é preciso falar uma (Lais), repetir duas ( Ah sim, Laissa), três ( Thais), quatro (Ilhais, com y né?!) , cinco ... n vezes. Parece que tenho a língua enrolada. Falaram-me algumas vezes que falo baixo. Mas não acredito que seja esse o problema, o problema está no ouvido de quem quer saber. Se pergunta, fique atento oras! Não é sobre isso que me ponho a escrever. Venho escrever sobre a incompletude,se é que existe essa palavra, se não existe acabo de inventar. Sou assim, pela metade. Sabe aquela pessoa que faz as coisas pela metade? Sou eu. É preciso dizer que não faço mal feito, isso pode dar confusão, só faço pela metade.
Ponho-me a escrever sobre isso, porque isso anda contribuindo para que cada vez eu me sinta pior Uma hora ou outra as pessoas te tacam na cara - Dá para fazer as coisas do começo ao fim? - as pessoas são assim (me incluo nelas) querem ver o final de tudo. Não gostam de coisas inacabadas. Querem ver o fim, seja onde raios esteja esse fim. Mas sou menos, embora me cobre muito. Sou muito exigente. Não parece, mas sou. Ficar mal com as atividades inacabadas é um ponto importante. Reflito, fico mal, levanto, procuro me reerguer e começar de novo ou começar de onde parei. Mas as pessoas não entendem, ela querem pessoas 100% em tudo. Tudo pela metade. O mais importante é saber que se eu quiser , faço as coisas por inteiro! Eu sou assim.