18.4.11

- ...
- É, eu não me canso de olhar para você!
- (um sorriso)
- Pensando bem, eu não me canso de você.
- Eu queria deitar com a cabeça no seu colo, posso?!

Ela deitada no colo dele, ele olhando para ela. Um silêncio.
Amor?! - É aí que aparecem as diferenças.

15.4.11

O rosto é o mesmo, mesmo nariz, boca, olhos e ouvidos; O cabelo é o mesmo; Agora ela retocou a maquiagem, passou lápis, máscara de cílios, base, blush e batom; O cabelo foi cortado, um corte desfiado argentino; O rosto e o cabelo já não são mais os mesmos; Ela caminha com os mesmos passos, mas já não é mais a mesma; Ela caminha verticalmente feliz

13.4.11

O tempo passa Passam as horas A vida passa O que você está fazendo não é o que eu queria que você fizesse E o que deve ser feito? Vida morta Morta viva Pede licença que eu saio Saio na ponta dos pés feito uma bailarina, mas eu não sou bailarina Se eu voltar um dia vai ser com os mesmos pés de bailarina Melancólica e triste andas Andarás assim até quando? Fantasiada de colorido ela anda Porque dificilmente duvidarás do colorido Quem é que presta atenção nos olhos Sabe a cor do olho de seus amigos?

5.4.11

Personagens diferentes, enredos diferentes.
Personagens iguais , enredo diferente.
Personagens diferentes, enredo igual.
Conclusão: personagens e enredos iguais.

29.3.11

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
(A um ausente - Carlos Drummond de Andrade)

As palavras escaparam...

25.3.11

Chegou um tempo em que os casacos começaram a ficar mal cheirosos e ninguém agüentava ficar dentro dos vagões de trem.