1.5.12

Deixa as frases bonitas ao pé do ouvido, o abraço espontâneo, o sorriso que sai sem saber o porquê, o perfume; deixa ser, falar sem pensar, sem sequer se programar, nem tudo na vida é um check list de ritual a se cumprir.

O mundo muda, a gente muda, o mundo muda, de repente somos interessantes um para o outro. De repente nos tornamos desejáveis e só. O momento às vezes fala mais alto. Avisa pra ele que é momento, mas pode não ser. Avisa pra ele que por ora é assim, vontade de estar junto e só.


Ipê amarelo


Ipê amarelo, orquídeas e cravos sempre me chamaram atenção. Este último, porque meu pai gostava. O Ipê amarelo e as orquídeas sem motivos aparentes. Um dia estava voltando para casa em São Paulo e ganhei uma pequena muda de um ipê amarelo. Fiquei encantada, eu finalmente teria um ipê amarelo. Ele morou 3 anos na minha varanda, quando ele era pequenino eu o colocava para tomar sol de manhã. Ele cresceu tanto que teve que morar na varanda. Mas um dia ele teve que ir embora, ele ficou tão grande que não tinha vaso que o coubesse mais. Ele foi plantado na Unesp de Sorocaba, e eu nunca mais o vi. Hoje eu me lembrei dele de novo, é que ele era tão bonito, que deu saudade.

Ele deve estar tão grande, que deve estar senão mais bonito que na foto...

26.4.12

Porque a Clarice sempre diz aquilo que eu quero dizer...

AS DIFICULDADES SURGIAM COMO UMA VIDA QUE VAI CRESCENDO.

24.4.12

Everybody is changing...


Tentanto seguir o meu coração ;)

30.3.12

Espreguicei-me como de costume, levantei da cama e fui tomar banho. O dia, que até então parecia como qualquer outro, mostrou-se diferente. A saudade bateu, como nunca antes. Mas já faz tanto tempo, disse-me a razão. Procurando não pensar em nada, continuei. Tomei banho e fui tomar café da manhã. De repente a letra de "chega de saudade" (re)apareceu...

"Apertado assim, colado assim, calado assim,
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio

De você viver sem mim
Não quero mais esse negócio
De você longe de mim
Vamos deixar esse negócio
De você viver sem mim"
(Chega de saudade - de Vinicius, claro!)

E ao final do verso "(...) vamos deixar esse negócio de você viver sem mim" eu já estava chorando. Um choro de saudade, um choro cheio de vontades, mas não triste. Saudade daquelas que de tanta vontade de te ter por perto chorou. Senti, e como, e de olhos fechados eu (re)vi o cartaz que dizia "não quero mais esse negócio de você viver sem mim" na porta do meu apartamento e, depois, ouvi a música.

O telefone tocou. Sabe, ainda tem pessoas que te ligam no número de casa, e ainda chegam correspondências suas no meu endereço.

Deixei-me conduzir pelas lembranças, sabendo que a vida continuou, eu sem você, e você sem mim.

17.1.12



A nostalgia se personifica nela. Ela é toda e qualquer coisa de nostalgia. A primeira lembrança que tenho dela, é dela tirando tomates cerejas de seu jardim. Não, ela não era magra e, também não andava devagar como anda agora. Era daquelas mulheres altas, fortes, que andava para lá e para cá. Anos e anos depois, minha mãe me disse que ela tinha estado no hospital e que seria importante para ela que fôssemos encontrá-la. Assim foi, e desde então sempre que volto para Tatuí eu vou visitá-la. Virou uma daquelas coisas que fazemos sem que tenha um acordo claro e falado. É assim, quando venho, vou vê-la. E ela fica todo sorrisos.
Visitá-la é correr no tempo de mãos dadas com ela. E trinta anos, para ela, "faz algum tempo" que aconteceu. As histórias são repetidas, mas revividas com tanta saudade que chega a me dar angústia. Tanta saudade, sem poder matá-la. Saudade de coisas boas, nunca a vi reclamar da vida. Nunca a vi reclamar do seu casamento, de seus familiares, do trabalho; ao contrário, quantos elogios. Uma vida bem vivida. Cheias de histórias para contar. E que saudade da irmã que morreu aos 30 anos, que de tão nova, não viu os dois filhos crescerem. Seu marido nunca mais casou. Mais de 40 anos depois de sua morte, seu marido, quando falava nela, ameaçava chorar. Ela também fica com os olhos marejados ao lembrar da irmã que faleceu tão nova. É assim com todos por quem ela tem um carinho tão grande, que passa os dias revivendo o que foi vivido.
E quanta saudade, o tempo passa de uma forma diferente para ela, como se o tempo estivesse indo ao encontro das pessoas amadas. Ao encontro das pessoas que deram carinho a ela e, que ela também viveu para dar carinho e atenção. Assim ela vive, sem saber até quando, revivendo o que foi vivido da forma mais plena possível, com o coração...

O que é o importante é viver...